Decisões - O arrependimento.
Olá novamente, caro leitor, como mais uma vez (ainda) estou encarregado da atualização diária do blog, e esta é minha segunda noite de insônia, serão agora contemplados com meu tédio, mas sejamos específicos. Estive pensando e analisando, o que inferno estamos fazendo com o nosso presente. Acalme-se leitor, mal comecei, mas garanto que não farei discurso de pastor ou velho arrependido, apesar do eminente arrependimento por atos passados.
Passei as últimas 24 horas escutando pessoas, suas dúvidas, seus anseios, seus sonhos e suas mágoas. E por mais que os casos sejam diferentes entre si... Há um ponto em comum. Todas as pessoas que escutei estavam em seu momento presente acorrentadas a uma decisão que haveriam feito no passado. Não importa o que foi decidido (não para nós), o que importa em si é a decisão. Eu sei que pode haver pessoas que se perguntarão: “Ok gênio, você descobriu a decisão, e agora?”. Calma, por favor, leitor, se responda. Já houve coisas que fez sem pensar? Já deixou de fazer algo por dúvida? Já sentiu arrependimento? Se criticou minha abordagem e alguma dessas perguntas lembrou um momento ruim, então parabéns, você não tem moral para criticar este assunto. Mas ao final, viva! Cheguei à conclusão que terei de dividir o tema em duas partes. Comecemos devagar, com o medo da decisão... O arrependimento.
Peguemos a base de seu conceito. Pesar sincero de um ato, o ato imposto e executado por nós mesmos. De fato, temos o primeiro princípio para o arrependimento, o fato de não conseguirmos aceitar que fomos nós que ocasionamos nossa dor. Em seguida, temos uma explicação mais literal, que seria o ato da pessoa desistir de seu atual objetivo, isto não é a causa principal do arrependimento, de fato, mas é algo que irá ajudar a compreendermos quando adentrarmos em algum exemplo (se é que darei exemplo). A princípio, não se precisa de muitas palavras para descrever o arrependimento em si, já em se falar nesta palavra, para cada um vem alguma idéia nem que pouco expressiva do que isto é, ou seja, uma lembrança de algo que já passou. Todos passam por isto um dia de alguma forma, apesar de ser algo relativo (nem todas as pessoas se arrependem pelos mesmos motivos), ainda assim, o incômodo é muitas vezes o mesmo. Ao mesmo tempo, provavelmente, temos em mente a nossa impotência de reverter fatos passados em seu integro, apesar de termos como solucionarmos em nosso presente, ainda assim vem aquele pensamento repudiável, “se eu pudesse reverter...”. É assim na maioria dos casos, as pessoas fazem, as pessoas erram, as pessoas se arrependem. Foca-se tanto em seu arrependimento que acaba se impossibilitando psicologicamente de ultrapassar a barreira que lhe é imposta.
Arrependimento, uma palavra simples, porém crua e rude ao seu modo de ser. Analisamos muitas vezes o contexto pelo que se passou, e muitas vezes deixamos de ver o nosso próprio presente, a nossa oportunidade de corrigir o que fizemos (quando aceitamos que é restaurável), e também a nossa chance de fazer com que tudo que façamos possa ser promissor, pois nosso futuro são as nossas decisões, e a nossa despreocupação com o nosso próprio presente deveria ser o nosso maior arrependimento, pois ao contrário, deixamos explícitas brechas para novas preocupações. O arrependimento em si é um veneno que nos tira a razão para nossas incógnitas. De acordo a definição do dicionário, citarei um breve exemplo pelo meu tempo escasso. Mas se a desistência de coisa feita é se arrepender pode-se perceber que o arrependimento é por nossa atitude, é a nossa decisão por desistir, ao invés de batalhar até o fim. Eu compreendo leitor indagador, que nossa atitude nem sempre condiz com nossas filosofias, ou ao menos deixa de ser aquilo que sempre acreditamos e defendemos por um estado de espírito diferente. Por isto precisamos de nossos alicerces, ao menos em minha opinião. Temos tudo para conseguirmos seguir adiante em nossos sonhos, mas sempre temos que carregar em mente que o medo do fracasso não implica em nossas decisões ou em nossas desistências, pois, de certa forma, a desistência é um modo de fracasso, e para quem preza por sua felicidade, o fracasso é inaceitável, ou ao menos não é a melhor das opções (sim, isto foi um exemplo).
Não tentei ser otimista, leitor, entendo que muitos de vocês já desistiram do que sonham, mas do que vale uma vida sem sonhos ou objetivos se você acreditar que nada é justo, nada é real, nada é alcançável ou íntegro, que todas as coisas são dissolvidas pelo tempo e por causas que podemos evitar... Do que vale uma vida de dúvidas se você pode criar as suas certezas, e sendo estas relativas à nossa concepção de justiças e males, cabe apenas a nós decidir o que é justo e certo para tal. Apenas você, leitor, pode decidir o que é melhor para você e para sua vida, evitando assim arrependimentos, pois a vida não é apenas a decisão alheia, mas também a nossa força em nossas decisões. Julgue-me, me critique, me questione, mas sua decisão não interferirá, ao menos, neste meu conceito. Mas aconselharia ao desocupo de uma mente realista que comece a se preocupar com seu sonho, decida o certo para não se arrepender, pois caso não tenha o feito ainda, precisará ler mais uma vez de minhas palavras para poder entender o que realmente quero passar...
Até amanhã (ou outro dia) em que complementarei a idéia de decisões.



muito bom o post... concordo com muitas coisas ditas aí... quando sai o próximo? abraço