Comportamento Humano – II – Infantilidade
Bem, me deparo em um dia vazio, então decidi que seria bom eu continuar com o assunto antes que eu me esqueça o ponto em que preciso entrar. Prosseguindo do ponto em que parei, as atitudes mal elaboradas e impulsivas de uma pessoa que age da maneira que já foi citada, sem respeitar os limites ou as concepções alheias, não seria o mesmo modo que uma criança faz para chamar a atenção de seus pais?
Em minha última postagem, deixei claras as atitudes da pessoa em si, o momento em que ela se encontrava era de total desrespeito e irracionalidade. Mas se pergunte por um segundo, e os motivos? O que teria levado tal pessoa a fazer aquilo? Há inúmeros motivos para inúmeros casos, mas vamos supor um caso para que possamos compreender com maior facilidade, o que irei supor é o que de fato observei e pude concluir, porém, é óbvio que o leitor pode imaginar centenas de outros casos que levou ao homem agir daquela maneira e tirar suas conclusões, por isto estou colocando minha observação como suposição. Prosseguindo, digamos que o homem, por sua infância ou passado recente, tenha por si uma necessidade grande de atenção, uma pessoa egocêntrica, a qual usaria normalmente de humor e/ou inteligência para se destacar (claro que todos necessitamos de um pouco de atenção, e sempre nos destacamos de um modo, mas todos têm em mente que há pessoas que ultrapassam os limites). Após um tempo usando de piadas e tentando destacar-se com sua inteligência, este verifica inconscientemente que sua tentativa de adquirir atenção já não foi tão eficaz, então apela para o plano B, se deleitar em um extremo para adquirir reações das pessoas. O que quero dizer com isto é que, há pessoas que ao perceberem, por si ou inconscientemente, que não conseguem atenção do modo que desejam, sendo que estas já se passam por “exemplares” em alguma área, começam a usar de atitudes exageradas e más para tal. Como brigar com a pessoa-alvo, agir do modo contrário ao que age normalmente, fazer algazarras por qualquer motivo, revoltas, etc.
Mas o que tudo isto tem em comum com o subtítulo de meu post? Infantilidade. De acordo o dicionário Michaelis, infantilidade é o “ato ou dito próprios de criança”. Apeguemo-nos a esta tradução da palavra, retomando o pensamento do último parágrafo. Para todas as pessoas que já tenham um filho em casa, ou convivam com seus irmãos mais novos, sobrinhos, primos, etc. Já têm conhecimento de todas as artimanhas que os pequenos desenvolvem para conseguir o que almejam. Se negarmos o pedido que nos é feito, estes se jogam ao chão, choram, debatem-se, jogam coisas ao chão, quebram coisas, tentam jogar você no chão... Fazem o inferno, mas não aceitam o que lhes é dito se contrariar o seu desejo. E do mesmo modo, pessoas já crescidas fazem do mesmo. No caso que temos em mão, o homem já não conseguia a atenção com seus jogos intelectuais com suas piadas famosas, então, tomando para si o ‘ato próprio de criança’, começou a se rebelar... Pegando uma criança como exemplo, a qual que quer a atenção do pai lendo o jornal, começa a recitar palavras de baixo calão e fazer tudo que, em sua sã consciência, sabe que irritará seu pai e resultará em uma bronca, mas mesmo sendo uma bronca, conseguirá o que quer, a sua atenção (mesmo esta sendo negativa). Já o homem, que começou a falar sobre sexo e obscenidades para a sua amiga, tem em mente que não deveria falar aqui, sabe que aquele assunto deixará constrangida, mesmo assim o faz, pelo simples modo: Bom ou mau, conseguirá sua atenção.
Parece algo meio óbvio, mas se você está pensando neste momento: “Quem é que não sabe o que é infantilidade?”. Peço que por um momento pare de ler e pense nas pessoas que ultimamente lhe trouxeram algum tipo de problema, ou, pense nos próprios problemas que você supostamente poderia ter provocado, algum deles faz ligação a este assunto? Alguma dessas pessoas ou atitudes se encaixa com tudo que foi dito e detalhado? É indignante ter algo assim em sua volta, não é? É fato que todos passamos por isto uma hora ou outra, somos todos afetados ou afetamos, mas quero por agora direcionar uma mensagem a todos os que são afetados por este tipo de pessoa. Sabendo a origem de um problema, não se pode então direcionar um fim para o mesmo? Eu não exponho soluções, mas gostaria muito de incentivar a pessoa a encontrar a sua própria.
Porém, mais uma vez o assunto ficou extenso demais, terminarei novamente outro dia quanto a infantilidade, imagino ter deixado bem claro a relação entre a criança e o adulto, e que apesar da pessoa ter uma idade muito avançada, teoricamente, é capaz de agir de forma idêntica a que uma criança usa para chamar a atenção, podendo-se resolver da mesma maneira que se resolve com uma criança... Ou não? Finalizando, apenas gostaria de deixar um pensamento que me vem a mente, seria o adulto infantil demais por agir como criança, ou será que a criança que é matura o suficiente por agir como adulto? Sinceramente, não sei dizer, mas que a semelhança é explícita deixa-se claro.



estou salvando os animais :)