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Comportamento Humano – II - Infantilidade (II)

Hah! Sim, sou eu novamente, Zerum... Meus pêsames, mas enquanto o João não voltar de viagem, serei eu que mais verão. Vamos direto ao assunto sem mais delongas. O ato infantil. Em um primeiro momento irei complementar a idéia que tentei passar em minha postagem anterior, em um segundo, tentarei expor uma maneira de se reverter ou conviver com isto, se ao final existe um meio. Adianto desde já que abandono o nosso ‘homem exemplar’ das outras postagens para aderirmos a novos exemplos.

Após uma conversa com uma pessoa de grande conhecimento, pude ‘atualizar’ minhas informações e teorias, a qual se refere à postagem anterior. Em certo momento, foi comentado que a pessoa, independente de sua idade, poderia agir da mesma forma que uma criança age para chamar a atenção dos pais, porém, perdoem-me por ter passado por cima deste fato realmente relevante, mas, seria toda pessoa capaz de ser infantil? De fato, não mencionei tal. Para isto, terei de entrar em um assunto que apenas futuramente irei entrar em maiores detalhes, o qual se trata das pessoas influenciáveis e as influenciadoras. Todas as pessoas se separam dessa maneira, tendo as que controlam, e as que acabam sendo controladas. Para as pessoas influenciadoras, a infantilidade existe sim, em todas as pessoas existe, mas para esta em específica, a infantilidade é apenas um momento, algo que está ali presente, mas por certo período de tempo por algum motivo em específico, mas por ter uma autonomia psicológica, consegue se recuperar em questão de tempo. Por outro lado, temos as pessoas influenciáveis, as controladas... Não digo que estas são as problemáticas da sociedade, mas devo admitir que não deixa impune a sua presença. Digamos rapidamente e abertamente que estas pessoas não criaram a sua autonomia psicológica, dependendo de exemplos, modelos e pessoas para seguir, e que por isto, tem um psicológico mais fraco. Podem ser pessoas críticas, revoltadas, idealizadoras, mas tudo o que mostram não é o que verdadeiramente são. Essas pessoas possuem uma brecha, uma quebra em sua autonomia, causando conseqüentemente uma dependência por algo, e em quase uma esmagadora massa em porcentagem, deixa claro que a infantilidade é algo presente em seu cotidiano pelas suas atitudes.

Resumindo o parágrafo anterior, as pessoas com tendências influenciáveis são aquelas que certamente resguardam sua infantilidade em um local bem escondido, ou explícito, isto varia. Mas ao final, estas pessoas não estão em um estado infantil, mas elas têm sua infantilidade em sua personalidade. Exemplo? O palhaço da turma. O que este tem de infantil? Posso dizer o que busca e o que usa para conseguir. Advirto desde já, caro leitor irrequieto, irei expor uma analise desta pessoa, mas como irá me tomar muito espaço, deixarei por sua conta a interpretação de tais para que não me estenda a escrita ao exagerado.

O palhaço da turma, aquela pessoa inquieta que consegue sempre fazer uma piada no momento mais oportuno. Esta pessoa pode ser a mais fracassada, a mais feia, a mais burra, a portadora de todos os motivos que se possa querer para excluir uma pessoa do grupo social, mas espere... Ele faz a maioria das pessoas rirem, não? Quando surge uma frase oportuna, todos já sabem que haverá um comentário engraçado, não? Ao perguntar quem é o ‘extrovertido’ da turma, todos se lembram daquela pessoa? Aí está caro leitor... A atenção... Preciosa e dita atenção tão cobiçada por estas pessoas, a doce sensação de ser lembrado, bem ou mal, mas o conhecimento do destaque é seu prêmio. Ele poderia ser o estudioso, o atleta, o companheiro... Mas ele sabe que é assim que todos o vêem, o piadista, e imemoriável será por tal ato. Minha comparação para esta pessoa é simples, a criança que aprende a fazer os pais rirem por alguma graça que façam, e assim repete infinitamente, até que não surta mais o efeito. Mas assim, saberá que fazendo algo engraçado, os pais irão rir, e ganhará sua atenção.

Antes que me pergunte, dito leitor, eu não sou uma pessoa invocada com a necessidade de atenção, entendo que todos nós precisamos de atenção, de nossos amores, de nossos pais, de nossos amigos... De alguém... Mas quando a pessoa abusa de seu limite e atinge outros âmbitos, me incomoda muito. Dentre todos os tipos de infantilidade, este é o que mais me incomoda, pois é o mais fácil de aparecer, e o que mais pode tirar alguém são do sério.

Finalizando, a infantilidade pode acontecer em qualquer momento em qualquer lugar, basta à pessoa ter um aspecto “x” em sua infantilidade, agindo dos mesmos modos que costumava agir quando criança. Pode ser um adolescente de 16 anos até uma pessoa com mais de 40, a diferença é muitas vezes nula, a única coisa que varia é a pessoa e o caso, mas a idade não interfere. O ponto em que quero chegar enfim, há como evitar isto? Ou mudar este fato? Para algum caso diferente do que citei acima, todo pode ser comparado às atitudes de uma criança. E até onde sei, a psicologia da educação pode resolver muito bem esses problemas infantis, com crianças... Pergunto-me se ao abordar o mesmo método desses especialistas para o adulto poderia surtir o mesmo efeito, e agora para sua decepção, eu ainda não pude comprovar isto. Apenas sei que algumas vezes já funcionou, porém, não posso dar certeza quanto a isto, e não gostaria de ver um leitor meu colocando um idoso de 65 anos no ‘tapetinho da disciplina’ para ficar por mais de uma hora pensando no que fez, por favor, não estou me referindo a isto. Mas há inúmeros métodos de educar as crianças, se foi neste ponto em que se errou, qual será o ponto em que devemos acertar com essas crianças ‘desenvolvidas’? Quais seriam os melhores meios para lidar com este tipo de pessoa?

Chego aqui ao final de minha postagem, deixando claro que meu objetivo era apenas comprovar que para muitas pessoas já crescidas o problema que lhe resta é a infantilidade que ainda traz em sua personalidade, e que muitas vezes não é o problema de personalidade, mas uma falha na educação que o ensinou que por agir de tal maneira poderia conseguir o que quer, e que cabe a nós de pensar em uma maneira de inverter isto provando para a pessoa que ainda há o que amadurecer... E também devemos pensar em como e o que é amadurecer, pois digo com certeza, amadurecer definitivamente não é envelhecer. De acordo minhas observações, mais de 70% dos problemas que encontramos nas pessoas ou que estas causam são peças de uma infância destorcida ou mal alinhada.

Peço desculpas, caro leitor, por esta minha postagem não ter sido a melhor dentre todas e não ter, provavelmente, esclarecido muitas coisas, mas todo este assunto de infantilidade me deixou com um pouco de dor na cabeça... Mentira... Mas realmente estou com dor na cabeça, então deixo para vocês apenas o externo do assunto para poderem se perguntar o que mais podem achar se analisarem o assunto. Além do mais, não sou nenhum mestre nisto, é apenas a minha visão, um pouco explicada (e exemplificada).

Um abraço a todos, e em breve, vocês terão a postagem de alguma pessoa que não seja eu... Até a próxima, a qual provavelmente, falarei de algo do tipo, mas não quero falar sobre infantilidade mais... Apenas (Bem) futuramente, caso comecem a aparecer comentários e alguém me peça para escrever algo mais detalhado...

Comportamento Humano – II – Infantilidade

Bem, me deparo em um dia vazio, então decidi que seria bom eu continuar com o assunto antes que eu me esqueça o ponto em que preciso entrar. Prosseguindo do ponto em que parei, as atitudes mal elaboradas e impulsivas de uma pessoa que age da maneira que já foi citada, sem respeitar os limites ou as concepções alheias, não seria o mesmo modo que uma criança faz para chamar a atenção de seus pais?

Em minha última postagem, deixei claras as atitudes da pessoa em si, o momento em que ela se encontrava era de total desrespeito e irracionalidade. Mas se pergunte por um segundo, e os motivos? O que teria levado tal pessoa a fazer aquilo? Há inúmeros motivos para inúmeros casos, mas vamos supor um caso para que possamos compreender com maior facilidade, o que irei supor é o que de fato observei e pude concluir, porém, é óbvio que o leitor pode imaginar centenas de outros casos que levou ao homem agir daquela maneira e tirar suas conclusões, por isto estou colocando minha observação como suposição. Prosseguindo, digamos que o homem, por sua infância ou passado recente, tenha por si uma necessidade grande de atenção, uma pessoa egocêntrica, a qual usaria normalmente de humor e/ou inteligência para se destacar (claro que todos necessitamos de um pouco de atenção, e sempre nos destacamos de um modo, mas todos têm em mente que há pessoas que ultrapassam os limites). Após um tempo usando de piadas e tentando destacar-se com sua inteligência, este verifica inconscientemente que sua tentativa de adquirir atenção já não foi tão eficaz, então apela para o plano B, se deleitar em um extremo para adquirir reações das pessoas. O que quero dizer com isto é que, há pessoas que ao perceberem, por si ou inconscientemente, que não conseguem atenção do modo que desejam, sendo que estas já se passam por “exemplares” em alguma área, começam a usar de atitudes exageradas e más para tal. Como brigar com a pessoa-alvo, agir do modo contrário ao que age normalmente, fazer algazarras por qualquer motivo, revoltas, etc.

Mas o que tudo isto tem em comum com o subtítulo de meu post? Infantilidade. De acordo o dicionário Michaelis, infantilidade é o “ato ou dito próprios de criança”. Apeguemo-nos a esta tradução da palavra, retomando o pensamento do último parágrafo. Para todas as pessoas que já tenham um filho em casa, ou convivam com seus irmãos mais novos, sobrinhos, primos, etc. Já têm conhecimento de todas as artimanhas que os pequenos desenvolvem para conseguir o que almejam. Se negarmos o pedido que nos é feito, estes se jogam ao chão, choram, debatem-se, jogam coisas ao chão, quebram coisas, tentam jogar você no chão... Fazem o inferno, mas não aceitam o que lhes é dito se contrariar o seu desejo. E do mesmo modo, pessoas já crescidas fazem do mesmo. No caso que temos em mão, o homem já não conseguia a atenção com seus jogos intelectuais com suas piadas famosas, então, tomando para si o ‘ato próprio de criança’, começou a se rebelar... Pegando uma criança como exemplo, a qual que quer a atenção do pai lendo o jornal, começa a recitar palavras de baixo calão e fazer tudo que, em sua sã consciência, sabe que irritará seu pai e resultará em uma bronca, mas mesmo sendo uma bronca, conseguirá o que quer, a sua atenção (mesmo esta sendo negativa). Já o homem, que começou a falar sobre sexo e obscenidades para a sua amiga, tem em mente que não deveria falar aqui, sabe que aquele assunto deixará constrangida, mesmo assim o faz, pelo simples modo: Bom ou mau, conseguirá sua atenção.

Parece algo meio óbvio, mas se você está pensando neste momento: “Quem é que não sabe o que é infantilidade?”. Peço que por um momento pare de ler e pense nas pessoas que ultimamente lhe trouxeram algum tipo de problema, ou, pense nos próprios problemas que você supostamente poderia ter provocado, algum deles faz ligação a este assunto? Alguma dessas pessoas ou atitudes se encaixa com tudo que foi dito e detalhado? É indignante ter algo assim em sua volta, não é? É fato que todos passamos por isto uma hora ou outra, somos todos afetados ou afetamos, mas quero por agora direcionar uma mensagem a todos os que são afetados por este tipo de pessoa. Sabendo a origem de um problema, não se pode então direcionar um fim para o mesmo? Eu não exponho soluções, mas gostaria muito de incentivar a pessoa a encontrar a sua própria.

Porém, mais uma vez o assunto ficou extenso demais, terminarei novamente outro dia quanto a infantilidade, imagino ter deixado bem claro a relação entre a criança e o adulto, e que apesar da pessoa ter uma idade muito avançada, teoricamente, é capaz de agir de forma idêntica a que uma criança usa para chamar a atenção, podendo-se resolver da mesma maneira que se resolve com uma criança... Ou não? Finalizando, apenas gostaria de deixar um pensamento que me vem a mente, seria o adulto infantil demais por agir como criança, ou será que a criança que é matura o suficiente por agir como adulto? Sinceramente, não sei dizer, mas que a semelhança é explícita deixa-se claro.